Tal como referi em outros textos, nós
somos um casal perfeitamente comum,
sem qualquer devaneio sexual, com
comportamentos regulares e uma
frequência sexual normal de 3 a 4 vezes
por semana.
Depois de lerem o meu relato da nossa
visita ao Hedo III, ser-vos-á difícil acreditar
no parágrafo anterior, mas a verdade é que
em Portugal, temos comportamentos
perfeitamente aceitáveis e normalizados.
Então o que se passou na Jamaica e
porquê?
O resort tem um ambiente tão
descontraído e amistoso que é total a
integração de todos os novos hóspedes. A
palavra censura e tabu simplesmente não
existe e nem sequer nos lembramos
daquilo que é, ou não, socialmente aceite,
pois seja lá o que estivermos a fazer,
alguém está a fazer pior.
Com essa despreocupação e ausência da
pressão dos valores sociais, acompanhada
da excitação, quase sempre presente
devido à constante actividade e conotação
erótica deste resort, é fácil que nos
deixemos embalar pelas fantasias,
emoções imediatas e embarcar em
situações impossíveis fora daquele local.
Por exemplo, quando 3 mulheres,
disfarçadas de enfermeiras me
perguntaram se podiam possuir o meu
marido, em vez da reacção que eu
provavelmente teria, em qualquer outro
lugar do mundo (de ciúme e me sentir
ameaçada), pensei logo na fantasia do
João, talvez por andar sempre excitada e
com as hormonas a ferver no Hedo, e
acabei por até incentivar e desde o
primeiro momento a imaginar o desenrolar
da situação. Ver o meu marido sendo o
alvo das atenções e poder observa-lo a ter
prazer, captando as expressões que
quando faço amor com ele não detecto.
Mais surpreendente ainda foi o facto de eu
ter querido participar, talvez para não
perder a hipótese de também lhe dar
prazer e de participar em mais um
momento de intimidade, neste caso
bastante especial.
Fui surpreendida pelo contacto feminino e
logo de 3 mulheres e a verdade é que no
momento deixei-me levar por algo que
nunca imaginara e mais uma vez apenas
me foquei no prazer e nas emoções e foi
um momento memorável.
Logo após este delírio, por algum tempo
entrei em choque sobre tudo o que o meu
marido estaria a pensar. Nesse momento
entra em cena a complexidade do
Superego, representando a sociedade e os
julgamentos sociais do que é ou não
aceitável. Felizmente o João percebeu e
animou-me e fez-me sentir bem e de volta
ao espaço onde a sociedade condenatória
não entra.
Tive de esclarecer muito bem as minhas
ideias. Enterrar este assunto. Com o apoio
do João concluo que não sou bissexual,
pois as mulheres não me atraem, nem tão
pouco fantasio com elas.
Tivemos também de discutir os episódios
do João, se bem que o elemento
catalisador do sexo anal no João, fui eu. Na
praia lambi-lhe o ânus, região
anteriormente sagrada e proibida e depois
na massagem incentivei-o a deixar-se
penetrar por mim. Como foi tudo com as
minhas sugestões penso que foi mais fácil.
Voltei a ser surpreendida com o João a ser
sodomizado pelo Paolo. Se a minha
primeira reacção foi ficar chocada, depois
fiquei muito excitada. Confesso que ainda
hoje fico excitada só de imaginar a cena do
João a ser enrabado pelo Paolo e a vir-se
com o pénis murcho, nunca imaginei ser
possível. Mesmo após eu comer-lhe o rabo
em casa.
Posso-vos dizer que é soberbo ver o nosso
homem de quatro a ser possuído e estar a
delirar de prazer, sem usar a pila. Talvez o
sentimento de subjugação seja o factor de
estímulo e de excitação. A verdade é que é
muito excitante.
Claro que a maior barreira a ser quebrada
foi eu ter participado na maratona.
Considero-me uma pessoa moderada e
nunca de apostar em coisas extremas nem
em excessos. A maratona é claramente
isso. Tudo começa comigo a ser
duplamente penetrada pelo João e pelo
Paolo. O João sempre fantasiou em me
penetrar em conjunto com outro homem,
mas era mais uma das fantasias do fundo
do baú. É uma sensação assustadora
mesmo no início, pois não estava
habituada e senti-me muito esticada e
quase arrombada. A verdade é que em
pouco tempo, o sincronismo dos dois pénis
a penetrarem torna-se tão doce e o prazer
é tanto e tão descontrolado que é
deliciosamente indescritível. Ficamos
submissas aqueles dois corpos e os
orgasmos multiplicam-se. Por incrível que
pareça é mais fácil quando somos
duplamente penetradas e temos mais uma
pila para chupar, a nossa sensação de
controlo aumenta.
De qualquer maneira, a maratona
ultrapassou, em larga escala, aquilo que eu
considerava razoável. Claro que foram
asseguradas todas as regras de segurança e
higiene. Naquele momento senti-me um
objecto desejado por muita gente,
desejosa de me possuir e de me dar prazer.
Naquele momento é apenas sexo, muito
sexo e muito intenso. Consegui atingir
orgasmos com todos os parceiros. Mesmo
com os últimos, apesar de sentir já a vagina
dormente. Neste caso o ânus é muito mais
resistente. Foi uma experiência única que,
no contexto certo, repetiria.
Considero ser uma privilegiada por ter tido
a oportunidade de sentir estas emoções e
de ter conhecido o Hedo III.
Claro que para não ter repercussões
negativas, todos os assuntos, como receios
e limites deverão estar claramente
definidos (se bem que nós ultrapassamos,
em muito, os que tínhamos estabelecido) e
tudo o que deixar alguém desconfortável
não deve continuar.
Penso que ir a Hedo desperta uma espiral
de emoções. Cada vez que uma fantasia é
executada, aguça-nos a imaginação e levanos
a imaginar outras mais destemidas e
arrojadas. Na próxima visita quero
participar numa orgia, sempre com o meu
marido como parceiro, mas excita-me estar
a fazer amor ao lado de muita gente a fazer
o mesmo.
O melhor: Coloco empatado a minha
primeira dupla penetração e ver o João ser
enrabado.
O pior:
Todos os casais deverão visitar o Hedo pelo
menos uma vez, se bem que uma vez não
dá. Se forem como nós ficam fãs. Aquele
ambiente é propício para os casais se
conhecerem melhor, explorarem zonas da
relação que desconhecem e
aprofundarem-na tanto a nível afectivo
como a nível físico. A ausência de tabus e
opressões sociais permite esse
aprofundamento.
Tenho de aconselhar que deixem em casa
os vossos preconceitos e não julguem, no
primeiro contacto, o que se passa com os
outros hóspedes. Provavelmente acabarão
a fazer as mesmas figuras alegres e
despreocupadas ao fim de pouco tempo.
Não venham do resort com assuntos por
arrumar. Se algo aconteceu que pode vir a
ser um problema, esclareçam-no antes do
regresso, caso contrário poderá ter
consequências de longo prazo.
Em Roma sê romano. Deixem-se levar pelo
ambiente, sejam educados e divirtam-se
sem preocupações. O ambiente é
descontraído mas muito respeitador,
ninguém obriga a nada.
Não temam pelo vosso físico. Os outros
hóspedes são pessoas normais.
Experimentem algo novo, que nunca
fizessem em casa. Uma fantasia vossa ou
do vosso parceiro. Se não souberem qual
será a reacção dele(a)? Perguntem. E claro,
não censurem a sugestão, digam apenas
que não estão confortáveis com a ideia.
Podem sempre decidir um momento para
cada um revelar uma fantasia que gostasse
de ver realizada.
Coisas a não perder:
• Festa do pijama
• Festa da Toga
• Sexo na praia
• Sexo no jacuzzi
• Ver algum sexo ao vivo
Coisas a não esquecer:
• Protector solar
• Lubrificante
• Creme hidratante
• Pouca roupa
• Nenhuma roupa interior
• Muita lingerie e calçado
• Toalhetes
• Brinquedos
• Preservativos (mesmo que pensem que
não precisam levem pelo menos 2 por
dia)
• Kamasutra
• IPod
• Boné ou chapéu
• Muita desinibição e atrevimento
Outros conselhos
• A maioria dos hóspedes (homens e
mulheres) são depilados nos genitais.
Levem a gillette
• O álcool ajuda a desinibir
• Festa do pijama – Arrasem com a vossa
escolha de roupa
• Participem nas actividades
• Experimentem algo novo
• Abram os horizontes
Qualquer dúvida ou esclarecimentos
adicionais, mandem e-mail para
joao.marisa@hotmail.com
Boas férias e muito sexo e surpreendam o
vosso parceiro!
Marisa.
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